Trabalhar ao sol é mais perigoso do que parece
A maioria das pessoas associa o uso de protetor solar a dias de praia ou a férias de verão. No entanto, para milhares de profissionais que trabalham ao ar livre, ou em contacto com fontes artificiais de radiação, a proteção solar é uma necessidade diária. Com o aumento dos níveis de radiação ultravioleta (UV), impulsionado por fenómenos como o desgaste da camada de ozono e as alterações climáticas, a exposição solar prolongada tornou-se um risco real para a saúde no trabalho.
Apesar disso, o protetor solar continua a ser visto como um cuidado pessoal opcional, e não como aquilo que realmente representa nestes contextos: um equipamento de proteção individual (EPI). Tal como os capacetes, as luvas ou os óculos de segurança, o protetor solar deve integrar a rotina de segurança de quem trabalha exposto ao sol ou a fontes de radiação UV técnica, como a soldadura.
Neste artigo, explicamos-lhe por que motivo o protetor solar deve ser considerado parte da estratégia de segurança no trabalho, quais os setores mais expostos ao risco e o que deve ser tido em conta na escolha de um produto eficaz e adaptado ao contexto profissional.
Quem está mais exposto aos riscos da radiação UV?
A exposição aos raios UV não é exclusiva de trabalhadores em praias ou em atividades de lazer. Diversos setores enfrentam riscos significativos e contínuos devido à radiação solar ou a fontes artificiais de UV. Deixamos-lhe alguns exemplos de setores e atividades onde o protetor solar é imprescindível.
-
Construção civil e obras públicas: operários de construção de estradas, trabalhadores em coberturas ou estruturas expostas.
-
Setor agrícola e florestal: agricultores, silvicultores e trabalhadores rurais.
-
Serviços municipais e urbanos: jardineiros, varredores e equipas de manutenção.
-
Indústria metalomecânica e de soldadura: exposição direta à radiação UV técnica proveniente de arcos elétricos.
-
Transportes e logística: estivadores, motoristas de pesados e operadores de maquinaria em ambientes exteriores.
-
Forças de segurança e proteção civil: bombeiros, polícia, militares e equipas de emergência em serviço no exterior.
Radiação solar ou técnica: dois tipos de perigo, o mesmo cuidado
É importante distinguir dois tipos de exposição aos raios UV, ambos com consequências relevantes:
-
Radiação solar natural (UV-A e UV-B): presente em qualquer ambiente ao ar livre, durante todo o ano. Mesmo em dias nublados, até 80% dos raios UV conseguem atingir a pele.
-
Radiação técnica (incluindo UV-C): emitida em atividades como soldadura, corte térmico e outros processos industriais. Os efeitos podem ser tão ou mais nocivos do que os da radiação solar, e exigem uma proteção específica.
Em ambos os casos, o uso de um protetor solar adequado deve ser entendido como uma medida de proteção essencial.
E se o protetor solar fosse mesmo tratado como um EPI?
Apesar de ser uma proteção eficaz contra um risco profissional concreto, que é a radiação UV, o que é facto, é que o protetor solar ainda não é oficialmente reconhecido como Equipamento de Proteção Individual (EPI) pela legislação portuguesa ou europeia. Pode ler aqui o nosso artigo sobre o uso de EPI´s no Verão
Atualmente, a Diretiva 89/656/CEE e o Regulamento (UE) 2016/425 sobre os EPIs definem os critérios de utilização e certificação de equipamentos que protegem contra riscos profissionais. No entanto, o protetor solar, mesmo sendo essencial em determinados contextos de trabalho, não está incluído na listagem regulamentar de EPIs. A sua utilização continua a ser muitas vezes deixada à responsabilidade do próprio trabalhador, o que é algo problemático, especialmente em setores onde a exposição solar é inevitável e constante.Esta lacuna levanta preocupações, sobretudo numa altura em que as alterações climáticas aumentam a intensidade e a duração da exposição à radiação ultravioleta. Vários países e organizações de saúde ocupacional têm vindo a destacar a necessidade de considerar o protetor solar como parte integrante das estratégias de proteção no trabalho ao ar livre, tal como acontece com capacetes ou luvas.
Leia também o nosso artigo sobre Insolação solar: Sintomas e prevenção no local de trabalho
O que torna um protetor solar adequado para o trabalho?
Nem todos os protetores solares são adequados ao contexto laboral. É fundamental que o produto escolhido reúna características técnicas específicas que garantam uma proteção eficaz, conforto durante o uso e compatibilidade com o ritmo de trabalho. Atendendo a isso, deixámo-lhe abaixo os principais critérios a ter em conta na escolha de um protetor solar adequado para trabalho:
Propriedades essenciais:
-
Fator de proteção solar 50+, que assegura uma proteção elevada, mesmo durante longos períodos de exposição.
-
Proteção contra raios UV-A, UV-B e UV-C, incluindo os provenientes de fontes técnicas como a soldadura.
-
Presença de antioxidantes (captadores de radicais livres) para reforçar a defesa natural da pele.
-
Elevada capacidade hidratante, compensando os efeitos desidratantes da exposição solar e do uso contínuo de EPIs.
-
-
Composição adaptada ao uso profissional:
-
Emulsão O/A (óleo em água), que garante boa absorção sem deixar a pele oleosa.
-
Resistente à água e ao suor, ideal para ambientes exigentes e climas quentes.
-
Textura leve e de fácil aplicação, permitindo uma utilização rápida e cómoda.
-
Sem perfume e sem silicone, reduzindo o risco de reações alérgicas ou sensibilização cutânea.
Como integrar o uso de protetor solar na rotina da empresa?
Para garantir uma proteção eficaz contra os riscos da radiação ultravioleta, a integração do protetor solar como equipamento de proteção individual deve ser feita de forma simples e prática. Isso passa por disponibilizar o protetor solar nas zonas de trabalho, em formatos acessíveis e com pontos de aplicação bem visíveis, facilitando o seu uso regular pelos trabalhadores. É igualmente importante promover sessões de formação e sensibilização que reforcem a importância da proteção contra os raios UV, explicando a forma correta de aplicar o produto para maximizar a sua eficácia. Além disso, o protetor solar deve estar incluído nas políticas de segurança da empresa, fazendo parte da lista oficial de EPIs obrigatórios sempre que exista exposição ao risco. Por fim, as chefias têm um papel fundamental ao dar o exemplo, mostrando que o cuidado com a pele é um compromisso que deve ser assumido em todos os níveis da organização.
Proteger a pele é proteger a saúde
Adotar o protetor solar como EPI é uma decisão responsável, preventiva e alinhada com as melhores práticas de segurança e saúde no trabalho. As empresas desempenham um papel essencial na sensibilização e na implementação deste hábito, promovendo a proteção dos trabalhadores contra os efeitos nocivos da radiação UV, sejam naturais ou técnicas. Ao integrar o protetor solar nas políticas de segurança, contribui-se para a redução de riscos e para a promoção do bem-estar no local de trabalho.Porque proteger a pele é também garantir um ambiente de trabalho mais seguro e saudável.
Na MMProtek, vai encontrar soluções de proteção solar eficazes e adequadas ao contexto profissional, pensadas para responder às exigências de quem trabalha exposto à radiação UV. Visite a nossa loja online em mmprotek.pt
Proteja-se sempre!
